03/04: iTunes vende música sem DRM

A Apple decidiu ouvir seus consumidores, e disponibilizar as músicas vendidas na iTunes Store sem o famigerado DRM (Digital Rigths Management). Todo o catálogo da EMI estará disponível em formato desprotegido, por US$ 1,29. As músicas também podem ser compradas no formato atual com DRM, pelo preço de US$0,99.

A diferença é que o arquivo desprotegido pode ser ouvido em qualquer computador ou MP3 player que suporte seu formato, enquanto que o atual só pode ser ouvido no iPod ou no iTunes. Além disso, o arquivo pode ser gravado em CD sem restrições.

Outra diferença é que o novo formato possui maior qualidade: 256 kbps contra os atuais 128 kbps. Portanto por US$ 0.30 a mais, pode-se comprar um arquivo desprotegido, com maior qualidade.

Isso é um ponto para a Apple. Enquanto a Microsoft cede às pressões das gravadoras, e enche o Windows Vista com DRM, a Apple caminha no sentido contrário, mais amigável ao consumidor.

Só é uma pena que não podemos comprar na iTunes Store aqui no Brasil.


Fonte: Apple Unveils Higher Quality DRM-Free Music on the iTunes Store

Em 2005 escrevi uma série de posts sobre o comércio de músicas, a Internet e o DRM. Confira:
08/11/2005 - Digital Rights Management
10/11/2005 - Comprando música pela Internet
21/11/2005 - iTunes Music Store
24/11/2005 - eMusic
08/12/2005 - Made In Russia


06/01: Clash City Rockers

Ontem foi o aniversário de 1 ano do Clash City Rockers, blog especializado em rock 'n roll, que conheci através do colega blogueiro Biajoni.

Os Rockers falam tanto de rock atual quanto dos clássicos, resgatando muita gente boa do passado. Tenho seguido algumas das indicações, e não tenho me arrependido!

Parabéns, Clash City Rockers, pelo seu primeiro aniversário!


16/12: Twin Cinema

The New Pornographers - Twin Cinema

Quando escrevi sobre o site eMusic.com, mencionei que havia baixado lá as faixas do CD Twin Cinema, da banda canadense The New Pornographers.

Eu não conhecia a banda antes disso. Ela estava entre as bandas citadas como bandas de rock boas, mas sem apoio da mídia, (alternativas), que peguei em um forum na Internet.

Eu gostei bastante do Twin Cinema, tanto que acabei gastando o resto dos downloads grátis que tinha no eMusic para baixar os outros 2 CDs da banda de Vancouver.

E agora, pra minha surpresa, o CD aparece em 3º lugar na lista de 100 melhores CDs de 2005 da Amazon.com. Ele também aparece nessa lista de melhores CDs de bandas alternativas, do site Other Music.

Acho que a colocação foi merecida, o CD é muito bom mesmo.

PS: O link para as listas dos melhores CDs eu consegui neste post do Biajoni!


08/12: Made In Russia

Hoje as grandes gravadoras investem timidamente no comércio de música pela Internet, e nesses poucos casos, incluem nos arquivos comercializados algumas restrições de uso, como número de vezes que o arquivo pode ser gravado para CD. Normalmente as faixas comercializadas utilizam formato proprietário, que exige um software específico para executá-las.

O site e-Music.com comercializa, através do modelo de assinatura, músicas no formato MP3, ou seja, sem nehuma proteção. Por este motivo, a eMusic não possui em seu catálogo as grandes gravadoras, trabalhando apenas com gravadoras independentes.

Então, como comprar música das grandes gravadoras pela Internet? Através do site AllOfMP3.com.

O AllOfMP3.com é um site russo que se vale de uma brecha na legislação daquele país, para vender música legalmente pela Internet. A legislação russa é severa em relação à comercialização de CDs e DVDs piratas, mas não menciona arquivos vendidos pela Internet.

O AllOfMP3.com, segundo a legislação local, é equivalente a uma rádio, pois trabalha com transmissão de dados, e paga a taxa de direitos autorais. A cobrança é por megabyte transmitido, e não por faixa, como nos outros serviços similares.

Outro diferencial do site russo é que, devido ao baixo valor da moeda local, os preços, mesmo em dólar, são muito atrativos. Enquanto nos outros serviços costuma-se cobrar 1 dólar por faixa, e as gravadoras pressionam para aumentar esse preço, no AllOfMP3.com pode-se baixar as faixas de um CD inteiro por menos de 2 dólares.

Outra característica do site é permitir que se escolha a qualidade e o formato do arquivo desejado. O site fornece as faixas em MP3, WMA, Ogg Vorbis, e MP4. O tamanho do arquivo e, consequentemente, o preço do download, irá depender da qualidade e do formato selecionado.

No AllOfMP3.com você compra créditos antecipadamente, com um cartão de crédito Internacional, e vai usando os créditos à medida que faz os downloads. O site aceita VISA, mas pode-se utilizar o PayPal também.

Eu testei o serviço nesse mês de novembro, e estou completamente satisfeito. O catálogo é enorme, com algumas restrições, obviamente, para música nacional, apesar de se achar alguma coisa por lá. Comprei 15 dólares de crédito, e com isso já baixei os novos CDs do Paul McCartney (indicação do Rafael Galvão) e Rolling Stones (indicação do Biajoni), outro CD do Paul McCartney (Flaming Pie, indicação do Biajoni), uma coletânea do Thin Lizzy, uma coletânea do Elvis Presley, uma coletânea do Eric Clapton, e mais algumas músicas avulsas. E ainda tenho uns trocados, o suficiente para baixar mais um CD.

Obviamente que a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) já declarou guerra ao AllOfMP3.com, e aparentemente já está fazendo lobby para mudar as leis do país. Segundo Alex Moskalyuk, a sede da IFPI em Moscou fica no mesmo prédio que o parlamento daquele país. Coincidência?


24/11: eMusic

Como vimos anteriormente, as grandes gravadoras investem no comércio on-line de músicas, apenas quando existe algum controle sobre os arquivos comercializados. Sites como o iTunes Music Store e o Napster utilizam tecnologia DRM para tentar controlar o uso dos arquivos comercializados.

O eMusic, por sua vez, comercializa os arquivos no formato MP3 puro e simples, sem nenhum controle. O preço a pagar por isso é não poder contar em seu catálogo com os títulos comercializados pelas grandes gravadoras. Ou, como comentou o Ronzi, não poder vender as "músicas de rádio".

Porém, mesmo trabalhando apenas com as gravadoras independentes, o eMusic consegue oferecer um bom catálogo. E pesquisando um pouco, pode-se encontrar alguma coisa boa por lá.

Eu, por exemplo, vasculhei o sub-mundo da Internet, e consegui algumas dicas de bandas de rock alternativas. Buscando no eMusic, achei o CD Twin Cinemas do The New Pornographers que, particularmente, achei muito bom.

Mas as grandes gravadoras ainda possuem muita coisa boa em seus catálogos, ainda que insistam em comercializar um monte de porcaria. O ideal seria poder comprar essas músicas pela Internet, sem ter que se incomodar com essas tecnologias DRM, não? Seria isso possível?

Como diriam os Ramones, stay tuned for more rock'n roll!

21/11: iTunes Music Store

A Apple Computers está fazendo muito sucesso com sua iTunes Music Store. Em parceria com as grandes gravadoras, a loja virtual da Apple é líder de mercado no segmento. Apesar disso, as gravadoras não parecem estar satisfeitas.

Enquanto que a Apple defende a manutenção do preço único, de US$ 0,99, por faixa, as gravadoras estão pressionando para a adoção de preços diferenciados.

A idéia das gravadoras é manter o preço de US$0,99 por faixas pouco procuradas, e aumentar o preço para os lançamentos e musicas mais populares.

Steve Jobs já acusou as gravadoras de serem gananciosas, enquanto que a Sony BMG já recusou participação nas lojas do Japão e Austrália.

Joel Spolsky, fundador da Fog Creek Software e autor do famoso blog Joel On Software, acredita que o motivo da pressão das gravadoras pelo preço diferenciado é um só: Controle. Spolsky explica sua opinião no artigo Price As Signal (em inglês).


10/11: Comprando música pela Internet

A venda de álbums e faixas pela Internet não é interessante para a indústria fonográfica, pois transfere o poder ao comprador, que terá liberdade para comprar as faixas que ele quiser, em vez de ter que comprar um CD onde 2 ou 3 faixas são interessantes, e o resto serve para encher linguiça.

Por isso as grandes gravadoras têm resistido a entrar nesse mercado, apesar da demanda por esse serviço ser cada vez maior. Os consumidores gostam da liberdade oferecida por este modelo de comercialização, e sabem que a tecnologia necessária já está disponível.

Com a tecnologia atual, o consumidor se acostumou a converter seus CDs em arquivos de áudio, para ouví-las em MP3 Players, computadores, ou mesmo gravar um novo CD, com as faixas preferidas, ordenadas de acordo com sua preferência.

Portanto ao lutar contra essa tendencia, as gravadoras estão apenas alienando seus consumidores. O malfadado CD anti-cópias é o maior exemplo do tratamento dispensado pelas gravadoras a seus clientes.

Felizmente, apesar da resistência à mudança, a comercialização de música pela Internet parece que é uma tendencia inevitável. Algumas empresas já estão prestando esse serviço, com sucesso. Infelizmente, para conseguir a adesão das gravadoras, a maioria dessas empresas têm incluído controles de DRM (Digital Rights Management), que impõe limitações à utilização das faixas adquiridas.


Leia Mais!

08/11: Digital Rights Management

Os leitores Silva e Fernando comentaram, no post "Quem é o Inimigo?", sobre o novo sistema para controle de cópias, da Sony/BMG.

Nesse sistema, o CD possui duas sessões, uma de áudio e outra de dados. Ao inserir o CD em um computador Windows, a sessão de dados será executada, e um programa, desenvolvido pela empresa inglesa First 4 Internet, será instalado em seu computador.

Esse software limita o número de cópias do CD que é realizada pelo seu proprietário. O problema é a maneira que o software é instalado. Ele fica invisível ao usuário, e não pode ser desinstalado pelo painel de controle, como qualquer software do Windows. E ainda existe o risco do mesmo poder ser explorado por hackers, deixando o sistema vulnerável.

Sem falar que agora, por causa do software, os CDs protegidos estão vindo com "licença de uso"! Isso é um absurdo, e como consumidor eu me recuso a ser tratado dessa maneira. Portanto eu NÃO compro CDs com proteção anti-cópia!



Saiba mais:
Em Português:
IDG Now!: Sony usa software oculto para proteger CDs
IDG Now!: Correção da Sony pode corromper PC
Em Inglês:
Mark's Sysinternals Blog: More on Sony: Dangerous Decloaking Patch, EULAs and Phoning Home
The Inquirer: Sony DRM is worse than you might think

04/11: Quem é o inimigo?

O blogueiro Luis Biajoni escreveu um post reclamando da falta de informações dos encartes dos CDs, e do fato dos encartes de CDs de artistas estrangeiros virem em inglês, mesmo quando os CDs são fabricados no Brasil.

No post, Biajoni reclama que falta respeito ao consumidor. Eu concordo plenamente, e vou além. O desrespeito ao consumidor pela indústria fonográfica é flagrante.

O maior exemplo é o preço dos CDs. Alegando precisar compensar perdas com a pirataria, a indústria aumenta o preço dos CDs, fazendo com que seu consumidor pague o pato.

Não seria mais produtivo diminuir a margem de lucros dos CDs, diminuindo seu preço, reduzindo assim a única vantagem que o CD "pirata" possui em relação ao original? Some isso a encartes mais elaborados, com informações relevantes, como pede o Bia, e o apelo do CD pirata será ainda menor.

Outro absurdo que fazem com o consumidor é o tal do CD anti-cópias, que infringem o direito do consumidor de fazer sua cópia de segurança. Quantas pessoas você conhece que já tiveram seus CDs originais roubados, junto com o aparelho de som do carro? Eu conheço algumas. O consumidor então é obrigado a gastar mais de 30 reais em um CD, utilizar apenas o original, e se for roubado, azar dele?

Mais um desrespeito é a insistência em querer manter o consumidor preso a um modelo arcaico de comercialização. Poucas pessoas hoje estão dispostas a gastar dinheiro com um CD onde se aproveitam 2 ou 3 músicas. Antigamente isso era inevitável, pois os custos de fabricação, distribuição e comercialização da mídia não justificavam a venda individual de faixas.

Porém hoje, com a tecnologia da Internet cada vez mais rápida, e os formatos de armazenamento como o MP3, vender faixas pela rede é viável e bastante lucrativo, como pode comprovar a Apple com seu iTunes. Infelizmente o serviço não é oferecido no Brasil.

Permitir que o consumidor compre as faixas que deseja, dos artistas que ele prefere, e monte seus próprios CDs, com as faixas adquiridas legalmente, é dar liberdade de escolha ao cliente. Mas parece que essa possibilidade é vista com terror pelas gravadoras, que temem perder sua galinha dos ovos de ouro.

Leia mais: Quem são os piratas? - Jack Bishop

13/07: Nós Vamos Invadir Sua Praia.

Nós Vamos Invadir Sua Praia

Em homenagem ao Dia Mundial do Rock, resolvi escrever sobre o disco que EU considero o melhor da história do rock nacional: Nós Vamos Invadir Sua Praia, da banda Ultraje a Rigor.

Lançado em 1985, o disco trouxe uma série de sucessos que viraram clássicos do rock nacional: Nós Vamos Invadir Sua Praia, Rebelde Sem Causa, Ciúme, Inútil, Marylou e Independente Futebol Clube. Todas músicas que, de modo irreverente, fizeram críticas à sociedade da época.

Depois desse disco, o Ultraje ainda lançou alguns sucessos, mas com certeza esse foi o seu melhor momento.

Obviamente essa escolha é uma questão de gosto pessoal. Então, qual é o seu disco de rock nacional preferido?