23/03: De quem é o Pan?

Saiu na última edição da revista Isto É: "Governo federal chama os jogos de "Pan do Brasil" e gera protestos entre os defensores do 'Pan do Rio' ".

Segundo a reportagem, o governo federal está, em suas peças publicitárias, chamando o evento de Pan do Brasil, em vez de Pan do Rio, o que está revoltando os cariocas. Segundo eles o raciocínio é o mesmo para os Jogos Olimpíacos, que foram de Seul e Barcelona, e não da Coréia do Sul ou da Espanha.

O detalhe é que maior parte do dinheiro gasto com o Pan vem do governo federal. Ou seja, não são apenas os cariocas que pagam a conta. E quando vão pedir mais dinheiro ao governo, ainda apelam pro "orgulho nacional". Tudo bem que o município do Rio de Janeiro também fez um grande investimento, mas é a própria capital fluminense que vai se beneficar com as obras.

Portanto, nada mais justo que o governo federal se refira ao evento como Pan do Brasil. Se o dinheiro de todos os brasileiros é gasto com o Pan, por que ele tem que "ser" apenas dos cariocas?


16/03: Mais sobre o Pan

O jornalista Ubiratan Leal, do excelente Balípodo escreveu um excelente post sobre o Pan: "Pan-Americano é exemplo do que não fazer". No post, Ubiratan faz o seguinte comentário:

"Se tudo isso fosse feito, a Copa seria bem-vinda, independentemente de o Brasil ter outras prioridades, como educação, saúde e diminuição da desigualdade social. Afinal, é legítimo argumentar que os investimentos do Mundial impulsionariam a economia e as áreas prioritárias acabariam se beneficiando indiretamente. Até porque o fato de uma área ser prioritária não significa que as outras devam ser abandonadas."

Eu concordo com o Ubiratan. O fato de que o Brasil necessita de investimentos em educação e saúde, por exemplo, não quer dizer que investimentos em outras áreas não devem ser realizados. E realmente, com um planejamento bem feito, essas áreas podem sim se beneficiar com as obras realizadas por um evento desse porte.

O problema é que hoje, no Brasil, os investimentos nas áreas prioritárias estão muito abaixo do necessário, e os investimentos necessários à realização de um evento do porte de uma Copa do Mundo, de uma Olimpíadas, ou mesmo de um Pan, me parecem desproporcionais à importância que as áreas beneficiadas possuem em relação às prioritárias.

Reurbanizar a cidade do Rio de Janeiro é legal. Mas temos um país inteiro de crianças fora da escola, vivendo na probreza. E com o dinheiro já gasto nesse Pan-Americano poderia-se fazer muito por elas.


07/03: Jogos Pan-Americanos

Eu sempre fui contra a realização de eventos como a Copa do Mundo ou Olimpíadas no Brasil. Ou melhor, como disse Abel Braga em entrevista à ESPN Brasil, eu gostaria de ver esses eventos no país, desde que nossa situação fosse outra, e que nossos problemas de educação, saúde, segurança e má distribuição de renda já estivessem resolvidos.

Obviamente nossos governantes não partilham da minha opinião, já que o Brasil é candidato oficial à Copa do Mundo de 2014, e se fala na candidatura do Rio para receber as Olimpíadas de 2012. Como forma de dar força a essa campanha, o Brasil está sediando nesse ano os Jogos Pan-Americanos.

Criada para ser uma competição entre todos os países da América, a história dos Jogos sempre foi marcada por confusões, e nos últimos anos a principal potência esportiva do continente, os Estados Unidos, não leva seus principais atletas ao evento.

Apesar disso, essa edição dos jogos tem sido cantada pela mídia como um evento importantíssimo no calendário. Galvão Bueno chegou ao ponto de dizer que o Mundial de Basquetebol Feminino realizado no Brasil, no ano passado, era um preparativo ao Pan. O detalhe é que o Rio também seria sede para o mundial que, por atraso nas obras na capital fluminense, acabou sendo disputado apenas em São Paulo.

Para completar, saiu na Folha de São Paulo de hoje uma matéria (só para assinantes da Folha ou do UOL) sobre os gastos públicos com o Pan do Brasil. Segundo a reportagem, os gastos públicos com o Pan aumentaram 648% em 5 anos. Ou seja, em 2002, ao oficializar a candidatura, o custo previsto do evento foi de R$ 409 milhões. E até hoje já foram gastos R$ 3,2 BILHÕES, do nosso dinheiro, (46,8% é de origem federal), com o Pan.

É um absurdo tão grande, ver tanto dinheiro que poderia ter sido usado para investir em educação ou segurança ser jogado fora dessa forma, que depois de tudo isso, só me resta torcer para que os Jogos Pan-Americanos do Brasil sejam um fiasco tão grande, a ponto de que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos passem longe daqui por muito tempo.

Se o Pan servir pra isso, pelo menos, ficarei satisfeito.

PS: Quem já escreveu sobre o assunto é a jornalista e vereadora de São Paulo, Soninha. Vale a pena ler.

30/11: Cultura Clubística

Eu sempre gostei de basquete. Jogava até bem, quando criança, e sempre acompanhei a seleção brasileira. Lembro me de ter assistido a todos os jogos da seleção masculina no Pré-Olímpico de 1988. Acompanhava as seleções, tanto a masculina, quanto a feminina, nas Olimpíadas. Já assisti a vários jogos da NBA. Mas nunca assisti um jogo inteiro entre clubes nacionais.

Onde uma Seleção Brasileira de Volei vai, o ginásio lota. Tanto no masculino, quanto no feminino. No masculino temos, atualmente, a melhor seleção do mundo. Campeã Olímpica, da Copa do Mundo, e da Liga Mundial. São José-SC, onde moro, tem uma equipe disputando a Superliga Masculina. Florianópolis, a cidade vizinha, tem outro. Eu nunca fui assistir a um único jogo de uma dessas equipes.

O Brasil praticamente domina o Futsal mundial. É detentor da grande maioria dos títulos, e só recentemente teve seu domínio ameaçado pela Espanha, que possui jogadores brasileiros naturalizados em sua seleção. Para os torneios locais? Não dou a mínima.

Em compensação, se tiver passando Brusque X Caxias, pela série A-II do Campeonato Catarinense, sou capaz de parar de assistir. Por que?


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26/10: Nossa Liga de Basquetebol

Nossa Liga de Basquetebol

Com uma bela festa, na cidade de Limeira-SP, começou ontem o primeiro campeonato da Nossa Liga de Basquetebol.

A festa contou com a presença dos astros do basquete Oscar Schmitt, Hortência, Paula e Janeth. Os 3 primeiros na condição de diretores da NLB, enquanto que a última como convidada especial para o jogo de exibição entre as jogadoras que vão disputar o torneiro feminino, que serviu de preliminar para a partida principal.

E na primeira partida oficial da Nossa Liga, não faltou emoção. Limeira e Rio de Janeiro fizeram uma boa partida, que só foi decidida no último minuto, com vantagem para a equipe da casa.

Assim, uma nova página do basquetebol nacional começa a ser escrita.

PS I: De última hora, duas novas equipes confirmaram presença no torneio masculino: Jundiaí e São Carlos.
PS II: Você pode acompanhar os jogos da Nossa Liga pela ESPN Brasil.


13/10: CBB X NLB

A Confederação Brasileira de Basketball continua sua cruzada contra a Nossa Liga de Basquetebol.

Depois de exigir exclusividade dos clubes que disputam o nacional, agora a CBB diz que os jogadores que disputarem a Nossa Liga não serão convocados à seleção brasileira.

Apesar dos boicotes, a Nossa Liga deverá começar dia 25/10, com transmissão pela ESPN Brasil.


05/10: Nossa Liga de Basquetebol

Nossa Liga de Basquetebol

Ontem foi lançada oficialmente a Nossa Liga de Basquetebol, formada por 39 equipes e apoiada por verdadeiras legendas do basquetebol nacional, os jogadores Oscar, Hortência e Paula.

A Nossa Liga tem como objetivo uma gestão profissional do basquetebol brasileiro, gerando credibilidade entre o público e os patrocinadores, permitindo assim a disputa de campeonatos com alto nível e a evolução do basquetebol nacional, que já foi campeão mundial feminino em 94, e bi-campeão masculino, em 59 e 63.

Apesar da tentativa de boicote da Confederação Brasileira de Basquetebol, que exigiu exclusividade para participação do campeonato nacional por ela organizado, a competição organizada pela Nossa Liga iniciará no dia 25/10, com 18 equipes no masculino, e 6 no feminino.

Eu desejo sucesso à Nossa Liga, na esperança de termos novamente no Brasil um basquetebol forte, para que possamos ter no futuro próximo, as mesmas alegrias que tivemos com Oscar, Hortência e Paula.

Saiba mais sobre as primeiras competições organizadas pela Nossa Liga.